SU-33 Sea Flanker/"Flanker D"
O Sukhoi Su-33 (Designação da OTAN 'Flanker-D') é um avião militar de uso naval produzido pela fabricante Russo Sukhoi em 1982 para ser usado em porta aviões. Ele é derivado do Sukhoi Su-27 e é também conhecido como Su-27K. As grandes diferenças entre o Su-27 e os Su-33s são a capacidade do Su-33 de operar em porta aviões, graças às suas asas dobráveis, Canards, e tambem "gancho de parada" para efetuar pousos em porta-aviões. E diferentemente do Su-27, o Su-33 possui o sistema REVO de reabastecimento durante o vôo. Existe também a versão de dois lugares deste avião usada para treinamento - Su-33UB (Su-27KUB), com capacidade total de combate.
O primeiro Su-33 voou em maio de 1985, e entrou em serviço na Marinha Russa em 1994. Um regimento composto de 24 aeronaves desse tipo entrou em formação na marinha russa para operar somente no porta aviões Kuznetsov.
EXELENTE video dos Su-33 da marinha Russa operando no Admiral Kuznetsov
Sábado, 14 de Junho de 2008
Sukhoi SU-32/SU-34 Strike Flanker
O Su34 é um avião completamente diferente do Su27 Flanker, excluindo suas características básicas (dois motores, dois lemes finos e um nariz corcunda!). O Su32 FN começou sua vida como Su27 IB e foi modificado e redesenhado tanto que foi renomeado para Su34. Após mais modificações e redesignações ele foi finalmente batizado de Su32 FN. Devido à essas grandes e contínuas modificações houve grande confusão pelos observadores ocidentais sobre a origem e função dessa nova aeronave da família Flanker. O Su32 FN é o protótipo de bombardeiro mais avançado que a Rússia possui, e deveria entrar em produção máxima, se não fosse o colapso da União Soviética, acabando com o dinheiro do projeto. O Su32 FN tem o mesmo esquema aerodinâmico do Su33 e do Su35/37 de tripla superfície de comando, com a adição de canards na frente da aeronave. No entanto é um avião diferente. Toda a fuselagem, do nariz até o "ferrão" entre os reatores, foram redesenhadas. O nariz é levemente chato, tendo a aparência de um bico de pato. O cockpit é similar ao dos Su24 Fencers e F-111 Aardvark, biplace lado à lado, protegido por quase meia tonelada de titânio. O cockpit é extremamente moderno, com um grande HUD, com informações sobre navegação e ataque final sendo mostrado por vários Tubos de Raios Catódicos (CRT) e MFD’s. Ao momento, o Su32 FN é motorizado por dois reatores Saturn/Lyulka AL-31F, o reator utilizado nos Su27 Flankers, mas está planejado para serem trocados pelos mais poderosos Saturn/Lyulka AL-31FM/35F, presentes no Su35. Desde o desenvolvimento do impuxo vetorado (thrust vectoring) foi proprosto a troca pelo reator presente no Su37, o Saturn/Lyulka AL-37FU. Esses reatores não seriam usados para aumenter a manobrabilidade, mas sim para aumentar o controle à baixas velocidade e altitudes. O trem de pouso é extremamente reforçado para poder aguentar grandes cargas como o míssil anti-navio supersônico Kh-41 Moskit, que pesa 4500 kg. O Su32FN pode carregar também AAM’s para defesa, mas não carrega só mísseis de curto alcance, mas também mísseis de média e longa distâncias como o R-77 do tipo "dispare e esqueça". O sofisticado sistema de navegação-ataque inclui um radar com vários modos com capacidade para operar em qualquer tempo e altitude, possui também sistema de terrain-following/terrain-avoidance. Cada unidade é avaliada em por volta de US$ 36 milhões.
Notem o cockpit lado a lado, que é uma caracteristica unica do SU-32/34
O Su34 é um avião completamente diferente do Su27 Flanker, excluindo suas características básicas (dois motores, dois lemes finos e um nariz corcunda!). O Su32 FN começou sua vida como Su27 IB e foi modificado e redesenhado tanto que foi renomeado para Su34. Após mais modificações e redesignações ele foi finalmente batizado de Su32 FN. Devido à essas grandes e contínuas modificações houve grande confusão pelos observadores ocidentais sobre a origem e função dessa nova aeronave da família Flanker. O Su32 FN é o protótipo de bombardeiro mais avançado que a Rússia possui, e deveria entrar em produção máxima, se não fosse o colapso da União Soviética, acabando com o dinheiro do projeto. O Su32 FN tem o mesmo esquema aerodinâmico do Su33 e do Su35/37 de tripla superfície de comando, com a adição de canards na frente da aeronave. No entanto é um avião diferente. Toda a fuselagem, do nariz até o "ferrão" entre os reatores, foram redesenhadas. O nariz é levemente chato, tendo a aparência de um bico de pato. O cockpit é similar ao dos Su24 Fencers e F-111 Aardvark, biplace lado à lado, protegido por quase meia tonelada de titânio. O cockpit é extremamente moderno, com um grande HUD, com informações sobre navegação e ataque final sendo mostrado por vários Tubos de Raios Catódicos (CRT) e MFD’s. Ao momento, o Su32 FN é motorizado por dois reatores Saturn/Lyulka AL-31F, o reator utilizado nos Su27 Flankers, mas está planejado para serem trocados pelos mais poderosos Saturn/Lyulka AL-31FM/35F, presentes no Su35. Desde o desenvolvimento do impuxo vetorado (thrust vectoring) foi proprosto a troca pelo reator presente no Su37, o Saturn/Lyulka AL-37FU. Esses reatores não seriam usados para aumenter a manobrabilidade, mas sim para aumentar o controle à baixas velocidade e altitudes. O trem de pouso é extremamente reforçado para poder aguentar grandes cargas como o míssil anti-navio supersônico Kh-41 Moskit, que pesa 4500 kg. O Su32FN pode carregar também AAM’s para defesa, mas não carrega só mísseis de curto alcance, mas também mísseis de média e longa distâncias como o R-77 do tipo "dispare e esqueça". O sofisticado sistema de navegação-ataque inclui um radar com vários modos com capacidade para operar em qualquer tempo e altitude, possui também sistema de terrain-following/terrain-avoidance. Cada unidade é avaliada em por volta de US$ 36 milhões.
Notem o cockpit lado a lado, que é uma caracteristica unica do SU-32/34
Sexta-feira, 2 de Maio de 2008
Sukhoi SU-30 FLANKER C
O Su-30 é a versão da Família Flanker mais utilizada hoje. Equipa as forças aéreas da Rússia, da China (modelo MKK) e da Índia (MKI), todos com enormes extensões territoriais, justamente como o Brasil.
O sucesso do Su-30 é tão evidente que a China passou em 2004 a ter com ele definitiva superioridade sobre Taiwan e até sobre os EUA, caso venham a tentar defender a Ilha no caso de uma invasão chinesa.
A China possui 78 Su-27SK/UBK, mais 76 Su-30MKK, todos produzidos na Rússia, e agora está produzindo sob licença mais 200 Su-30. A Marinha chinesa (PLAN) acaba de receber em 2004 mais 24 Su-32 para a sua PLA Naval Air Corps, Ala Aérea da Marinha.
São assim 378 aeronaves bastante superiores aos F-15 Eagle de Taiwan e dos próprios EUA, além de seus F/A-18 E/F embarcados.
SU-30 No Brasil Seguindo para venezuela
SU-30 Executando manobras
O Su-30 é a versão da Família Flanker mais utilizada hoje. Equipa as forças aéreas da Rússia, da China (modelo MKK) e da Índia (MKI), todos com enormes extensões territoriais, justamente como o Brasil.
O sucesso do Su-30 é tão evidente que a China passou em 2004 a ter com ele definitiva superioridade sobre Taiwan e até sobre os EUA, caso venham a tentar defender a Ilha no caso de uma invasão chinesa.
A China possui 78 Su-27SK/UBK, mais 76 Su-30MKK, todos produzidos na Rússia, e agora está produzindo sob licença mais 200 Su-30. A Marinha chinesa (PLAN) acaba de receber em 2004 mais 24 Su-32 para a sua PLA Naval Air Corps, Ala Aérea da Marinha.
São assim 378 aeronaves bastante superiores aos F-15 Eagle de Taiwan e dos próprios EUA, além de seus F/A-18 E/F embarcados.
SU-30 No Brasil Seguindo para venezuela
SU-30 Executando manobras
SUKHOI SU-27 FLANKER
O Sukhoi Su-27 (Cy-27 no alfabeto cirílico) (código OTAN: Flanker) é um caça russo de longo alcance de superioridade aérea e interceptação.
Sua história começou no final da década de 1960. Sob a influência das informações da inteligência sobre os caças soviéticos mais modernos (Mig-21 e Mig-23), os americanos começaram a desenvolver uma nova geração de aeronaves.
Desta competição, surgiram dois caças leves (F-16 e F-18) e um interceptador pesado (F-15 Eagle). Em resposta aos americanos, os soviéticos, em 1969, criaram o programa chamado PFI (Perspektivnyi Frontovoi Istrebitel), que resultou no projeto do Yakovlev Yak-45, do Mig-29 e do Sukhoi Su-27.
O domínio dos russos em materiais avançados, como o titânio, e o conhecimento do sistema de fly-by-wire foram fundamentais para o desenvolvimento do Su-27, que fez seu primeiro vôo em 20 de maio de 1977, no Instituto de Testes de Vôo, em Zhukovski.
Existe uma versão naval deste caça - Su-27K Naval Flanker, também conhecida como Su-33, com asas dobráveis, canards e capaz de operar a partir de porta-aviões como o NAe Russo Kuznetsov. O SU-27 deu "a luz" a projetos de aviões Russos modernos como o SU-30, SU-32/34, SU-35 eo projeto SU-37.
SU-27 realizando pouso
olhem atras do canopy os enormes freios aerodinamicos, e pra parar mesmo!
SU-27UB Russian Knight
Não é todo avião que consegue fazer isso!
O Sukhoi Su-27 (Cy-27 no alfabeto cirílico) (código OTAN: Flanker) é um caça russo de longo alcance de superioridade aérea e interceptação.
Sua história começou no final da década de 1960. Sob a influência das informações da inteligência sobre os caças soviéticos mais modernos (Mig-21 e Mig-23), os americanos começaram a desenvolver uma nova geração de aeronaves.
Desta competição, surgiram dois caças leves (F-16 e F-18) e um interceptador pesado (F-15 Eagle). Em resposta aos americanos, os soviéticos, em 1969, criaram o programa chamado PFI (Perspektivnyi Frontovoi Istrebitel), que resultou no projeto do Yakovlev Yak-45, do Mig-29 e do Sukhoi Su-27.
O domínio dos russos em materiais avançados, como o titânio, e o conhecimento do sistema de fly-by-wire foram fundamentais para o desenvolvimento do Su-27, que fez seu primeiro vôo em 20 de maio de 1977, no Instituto de Testes de Vôo, em Zhukovski.
Existe uma versão naval deste caça - Su-27K Naval Flanker, também conhecida como Su-33, com asas dobráveis, canards e capaz de operar a partir de porta-aviões como o NAe Russo Kuznetsov. O SU-27 deu "a luz" a projetos de aviões Russos modernos como o SU-30, SU-32/34, SU-35 eo projeto SU-37.
SU-27 realizando pouso
olhem atras do canopy os enormes freios aerodinamicos, e pra parar mesmo!
SU-27UB Russian Knight
Não é todo avião que consegue fazer isso!
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
McDonnell Douglas/Boeing F/A-18 HORNET
F/A-18 Hornet é um moderno avião de caça embarcado dos Estados Unidos. Pode carregar até 8.000 kg de mísseis e pode alcançar uma velocidade de 1.915 Km/h, graças ao seu motor de 97,8 KN de potência.
O F/A-18 Hornet foi basicamente desenvolvido da união de dois projetos: uma nova aeronave da Northrop, o P530 Cobra, que visava suceder o F-5 como caça leve (LWF), dentro do mesmo contexto do F-5 (venda de aeronaves norte-americanas à 'aliados', época da Guerra Fria), o que acabou não acontecendo pois a Northrop entrou como concorrente no requerimento da USAF para um novo LWF. A USAF selecionou dois projetos, o YF-16 (401) da General Dynamics e o YF-17 (P-600) da Northrop. Após os testes, o escolhido foi o protótipo da General Dynamics, principalmente devido à sua maior velocidade e utilização da mesma turbina utilizada pelo F-15. Nesta mesma época, a US Navy e USMC (Marines) procurava adquirir uma nova aeronave para uso embarcado e de baixo custo como complemento ao F-14, poderoso interceptador mas de custo muito alto e como substituto da aeronave de ataque Vought A-7 Corsair II. O programa NACF (Navy Air Combat Fighter) analisou os dois finalistas do programa LWF, e desta vez o escolhido foi o programa da Northrop. Entre as maiores vantagens do YF-17 eram suas maiores dimensões, podendo acomodar as modificações necessárias à uma aeronave operar em porta-aviões, além da incorporação de equipamentos e aviônicos que o YF-16 não possuía, como por exemplo um radar com capacidade BVR. Apesar de vencer essa concorrência, o YF-17 tinha que superar alguns problemas, como a falta de experiência da Northrop em aeronaves navais. A parceria que a Northrop fez com a McDonnell Douglas eliminou muitos defeitos, quando comparada com os primeiros protótipos do programa LWF da USAF. Após a escolha, a aeronave recebeu a designação oficial de F-18A, e originalmente previa-se duas versões: F-18A para substituir os F-4 Phantom do USMC e US Navy; A-18 como aeronave de ataque para substituir os A-6 Intruder (US Navy e USMC) e A-7 Corsair II (US Navy). A versatilidade da aeronave acabou juntando as duas versões e sendo adotada a designação F/A-18.
A história do desenvolvimento do F/A-18 não encerrou após a escolha no programa da US Navy. O desentendimento dos parceiros Northrop e McDD no programa acabou por deflagrar uma briga que levou até a justiça. A Northrop iniciou o desenvolvimento de uma versão baseada em terra (F-18L Cobra), mais leve e com menor custo da versão naval, para comercializar a versão às nações amigas dos EUA, da mesma forma que o F-5, e tentando alcançar o sucesso obtido pelo mesmo. A McDD também fez a mesma coisa, só que com o F-18A, o que acabou levando a justiça e em 1985, com vitória da McDonnell Douglas (que teve de pagar à Northrop US$ 50 milhões), já que a empresa ficou com o controle total do programa. Mesmo antes, o F/A-18A já havia conseguido suas primeiras exportações: Canadá (138), Austrália (75) e Espanha (inicialmente 62, mais tarde 24 de segunda mão). O F/A-18 tornou-se operacional primeiramente pelos Marines em janeiro de 1983. Já em 1986, os Hornets tiveram seu batismo de fogo contra a Líbia, com enorme sucesso.
Enquanto o F/A-18 já tinha sua primeira ação de combate real, a McDD já trabalhava na nova versão do Hornet, o F/A-18C/D, fazendo-o decolar em setembro do mesmo ano. A entrada em serviço na US Navy ocorreu cerca de um ano após o vôo. A nova aeronave reunia muitos aperfeiçoamentos: novo computador central, assento ejetável NACES, motor F-404-GE-402, capacidade de suportar 9G's e voar qualquer-tempo, novo CRT, RHAWS, entre outros. A Guerra do Golfo, em 1991, veio confirmar a incrível versatilidade da aeronave. Durante uma missão de ataque, quatro F/A-18C, pertencentes ao VFA-81 embarcado no USS Saratoga, demonstraram a capacidade do Hornet, engajando e abatendo dois caças F-7A (versão chinesa do MiG-21 'Fishbed') pertencentes a Al Quawwat al Jawwiya al Traqiya (Força Aérea do Iraque) com seus mísseis AIM-9L Sidewinder e AIM-7F Sparrow, logo depois prosseguindo para a missão de bombardeio a um aeródromo iraquiano. Na verdade, os dois F-7A foram as únicas aeronaves abatidas pela US Navy durante o conflito (um F-14 abateu um helicóptero).
O principal programa do Hornet, o F/A-18E/F Super Hornet, foi firmado em 1992 após o cancelamento do A-12 Avenger, que seria a nova aeronave de ataque da Marinha norte-americana nesse século. A versão multi-missão F/A-18E/F Super Hornet é quase um novo avião quando comparado ao F/A-18A/B. O F/A-18E/F tem uma área de asa 25% maior, leva 33% a mais de combustível interno que aumentará o alcance de combate efetivamente em 41%, um novo motor, o F414-GE-400 tem 35% a mais de potência. O Super Hornet também incorpora duas estações subalares adicionais. A adição permite um aumento da flexibilidade de carga útil, permitindo um mix compatível de carga ar-ar e ar-superfície. A aeronave também pode levar "armas inteligentes", inclusive as mais novas como JDAM e JSOW.
F/A-18 HORNET decolando de um porta aviões
Repare a rapidez da decolagem!
F/A-18 pousando em um porta aviões
Repare o toque com violencia que ele da na pista!
F/A-18 Hornet é um moderno avião de caça embarcado dos Estados Unidos. Pode carregar até 8.000 kg de mísseis e pode alcançar uma velocidade de 1.915 Km/h, graças ao seu motor de 97,8 KN de potência.
O F/A-18 Hornet foi basicamente desenvolvido da união de dois projetos: uma nova aeronave da Northrop, o P530 Cobra, que visava suceder o F-5 como caça leve (LWF), dentro do mesmo contexto do F-5 (venda de aeronaves norte-americanas à 'aliados', época da Guerra Fria), o que acabou não acontecendo pois a Northrop entrou como concorrente no requerimento da USAF para um novo LWF. A USAF selecionou dois projetos, o YF-16 (401) da General Dynamics e o YF-17 (P-600) da Northrop. Após os testes, o escolhido foi o protótipo da General Dynamics, principalmente devido à sua maior velocidade e utilização da mesma turbina utilizada pelo F-15. Nesta mesma época, a US Navy e USMC (Marines) procurava adquirir uma nova aeronave para uso embarcado e de baixo custo como complemento ao F-14, poderoso interceptador mas de custo muito alto e como substituto da aeronave de ataque Vought A-7 Corsair II. O programa NACF (Navy Air Combat Fighter) analisou os dois finalistas do programa LWF, e desta vez o escolhido foi o programa da Northrop. Entre as maiores vantagens do YF-17 eram suas maiores dimensões, podendo acomodar as modificações necessárias à uma aeronave operar em porta-aviões, além da incorporação de equipamentos e aviônicos que o YF-16 não possuía, como por exemplo um radar com capacidade BVR. Apesar de vencer essa concorrência, o YF-17 tinha que superar alguns problemas, como a falta de experiência da Northrop em aeronaves navais. A parceria que a Northrop fez com a McDonnell Douglas eliminou muitos defeitos, quando comparada com os primeiros protótipos do programa LWF da USAF. Após a escolha, a aeronave recebeu a designação oficial de F-18A, e originalmente previa-se duas versões: F-18A para substituir os F-4 Phantom do USMC e US Navy; A-18 como aeronave de ataque para substituir os A-6 Intruder (US Navy e USMC) e A-7 Corsair II (US Navy). A versatilidade da aeronave acabou juntando as duas versões e sendo adotada a designação F/A-18.
A história do desenvolvimento do F/A-18 não encerrou após a escolha no programa da US Navy. O desentendimento dos parceiros Northrop e McDD no programa acabou por deflagrar uma briga que levou até a justiça. A Northrop iniciou o desenvolvimento de uma versão baseada em terra (F-18L Cobra), mais leve e com menor custo da versão naval, para comercializar a versão às nações amigas dos EUA, da mesma forma que o F-5, e tentando alcançar o sucesso obtido pelo mesmo. A McDD também fez a mesma coisa, só que com o F-18A, o que acabou levando a justiça e em 1985, com vitória da McDonnell Douglas (que teve de pagar à Northrop US$ 50 milhões), já que a empresa ficou com o controle total do programa. Mesmo antes, o F/A-18A já havia conseguido suas primeiras exportações: Canadá (138), Austrália (75) e Espanha (inicialmente 62, mais tarde 24 de segunda mão). O F/A-18 tornou-se operacional primeiramente pelos Marines em janeiro de 1983. Já em 1986, os Hornets tiveram seu batismo de fogo contra a Líbia, com enorme sucesso.
Enquanto o F/A-18 já tinha sua primeira ação de combate real, a McDD já trabalhava na nova versão do Hornet, o F/A-18C/D, fazendo-o decolar em setembro do mesmo ano. A entrada em serviço na US Navy ocorreu cerca de um ano após o vôo. A nova aeronave reunia muitos aperfeiçoamentos: novo computador central, assento ejetável NACES, motor F-404-GE-402, capacidade de suportar 9G's e voar qualquer-tempo, novo CRT, RHAWS, entre outros. A Guerra do Golfo, em 1991, veio confirmar a incrível versatilidade da aeronave. Durante uma missão de ataque, quatro F/A-18C, pertencentes ao VFA-81 embarcado no USS Saratoga, demonstraram a capacidade do Hornet, engajando e abatendo dois caças F-7A (versão chinesa do MiG-21 'Fishbed') pertencentes a Al Quawwat al Jawwiya al Traqiya (Força Aérea do Iraque) com seus mísseis AIM-9L Sidewinder e AIM-7F Sparrow, logo depois prosseguindo para a missão de bombardeio a um aeródromo iraquiano. Na verdade, os dois F-7A foram as únicas aeronaves abatidas pela US Navy durante o conflito (um F-14 abateu um helicóptero).
O principal programa do Hornet, o F/A-18E/F Super Hornet, foi firmado em 1992 após o cancelamento do A-12 Avenger, que seria a nova aeronave de ataque da Marinha norte-americana nesse século. A versão multi-missão F/A-18E/F Super Hornet é quase um novo avião quando comparado ao F/A-18A/B. O F/A-18E/F tem uma área de asa 25% maior, leva 33% a mais de combustível interno que aumentará o alcance de combate efetivamente em 41%, um novo motor, o F414-GE-400 tem 35% a mais de potência. O Super Hornet também incorpora duas estações subalares adicionais. A adição permite um aumento da flexibilidade de carga útil, permitindo um mix compatível de carga ar-ar e ar-superfície. A aeronave também pode levar "armas inteligentes", inclusive as mais novas como JDAM e JSOW.
F/A-18 HORNET decolando de um porta aviões
Repare a rapidez da decolagem!
F/A-18 pousando em um porta aviões
Repare o toque com violencia que ele da na pista!
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